Os resultados estimulante do estudo Malakit e o desafio de continuar a trabalhar para a eliminação da malária na região do platô das Guianas abrem novas perspectivas.

A estratégia Malakit, adotada pelo programa malária do Suriname como uma ferramenta adicional em seu arsenal de controle da malária, está sendo implantada atualmente na fronteira entre Guiana e Suriname com o apoio do Fundo Mundial. Nossa equipe continuará a apoiar esta transferência e esta parceria científico-institucional com financiamento da agência regional da saúde da Guiana.

Os diálogos com os Ministérios da Saúde da França e do Brasil nos permitem apoiar a reflexão dessas autoridades sanitárias sobre a integração operacional da estratégia Malakit para populações muito específicas em seus territórios. Os obstáculos e alavancas regulamentares estão sendo examinados atualmente pelas equipes técnicas nacionais.

Na esfera científica, os dados e amostras biológicas estão sendo analisados atualmente e fornecerão uma riqueza de informações adicionais sobre o projeto e a saúde de nosso público alvo, os garimpeiros: infecções sexualmente transmissíveis, zoonoses, envenenamento por metais pesados, etc.

Nossa equipe também decidiu aceitar o desafio de contribuir para a eliminação do Plasmodium vivax: um novo projeto de pesquisa operacional está sendo desenvolvido para complementar a estratégia Malakit, com uma intervenção especificamente dirigida a esta espécie parasitária.

 


Nosso objetivo final:

Contribuir para o conjunto de estratégias internacionais que podem ser mobilizadas para o controle e a eliminação da malária em populações isoladas, móveis e clandestinas, freqüentemente sujeitas à malária residual, o que representa um verdadeiro desafio para os atores envolvidos na luta contra a malária em muitos países do mundo.

Nesta mesma perspectiva, e graças ao financiamento concedido pela iniciativa TDR (Tropical Diseases Research/WHO) ao Ministério da Saúde do Suriname, desejamos contribuir para a organização de um workshop internacional dedicado ao intercâmbio de experiências e evidências na luta contra a malária nestas populações de difícil acesso, migrantes e/ou transfronteiriças.

Os próximos meses serão, portanto, muito ricos, fique ligado para saber mais!